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Brasil
Ri Happy pede recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 827,4 milhões
A rede Ri Happy entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 827,4 milhões. Lojas seguem em operação.
A rede varejista de brinquedos Ri Happy protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça do Estado de São Paulo para renegociar um passivo financeiro de R$ 827,4 milhões. O processo foi formalizado no domingo (18) e confirmado pela diretoria da companhia nesta segunda-feira (19). A medida abrange a marca principal e outras cinco empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico.
O movimento ocorre cerca de dois meses após a alteração no controle acionário da operação, quando a BluSun Capital adquiriu a empresa, em agosto. A companhia é a segunda grande rede do segmento de brinquedos a recorrer à proteção judicial no ano, juntando-se à fabricante Estrela, que pediu recuperação em maio com débitos acumulados de R$ 109 milhões.
Fatores da crise e plano de reestruturação
Segundo o posicionamento oficial da varejista, o pedido de recuperação judicial faz parte de um plano integrado de reestruturação financeira e operacional. A empresa aponta uma combinação de fatores como determinantes para o endividamento acentuado: os impactos remanescentes da pandemia de Covid-19, a desaceleração geral do comércio varejista, a forte concorrência com plataformas de e-commerce e a manutenção de taxas elevadas de juros no mercado nacional.
A rede já havia demonstrado fragilidade financeira em 2023, ano em que contratou a consultoria Starboard Partners na tentativa de renegociar R$ 292 milhões em dívidas bancárias, processo que não foi concluído no prazo almejado. O grupo também já havia tentado abrir capital na Bolsa de Valores em 2018 com valuation estimado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão, mas o IPO foi adiado devido a questionamentos do mercado sobre a dependência das lojas físicas e baixa presença digital.
Funcionamento das lojas mantido
A Ri Happy informou que suas operações físicas e digitais continuam funcionando sem interrupções, com foco voltado para os preparativos da Black Friday e das vendas de Natal. Atualmente, a rede conta com cerca de 290 lojas espalhadas pelo país e faturamento anual estimado em R$ 1,2 bilhão, embora filiais em cidades paulistas como Taubaté, São Caetano do Sul, Limeira e Taboão da Serra tenham sido encerradas recentemente dentro do plano de otimização de custos.
Fonte: ND+
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